A morte na água; a morte na terra; a morte no telefone inteligente; a morte na floresta; a morte na indústria; a morte no crescimento económico; a morte no pib; a morte nos cancelamentos; a morte no fascismo americano; a morte no fascismo de franchising europeu; a morte nos fármacos; a morte no culto da juventude; a morte na moda; a morte na produtividade; a morte nos banqueiros; a morte nos salários; a morte nas fronteiras; a morte do imigrante; a morte nos campos de refugiados; a morte na inteligência artificial; a morte no soldado; a morte na polícia; a morte nos hospitais privados; a morte na escola privada; a morte na creche privada; a morte na política; a morte do Tom; a morte do Jerry; a morte do jornalismo; a morte nos patriotismos; a morte nos nacionalismos; a morte na religião; a morte nos autoritarismos; a morte das estações; a morte nas lives; a morte nas redes sociais; a morte na selfie filtrada; a morte na vaidade; a morte nos orgulhos sexuais e étnicos; a morte nos cafés; a morte na hipoteca; a morte nas rendas; a morte dos bairros populares; a morte do centro das vilas e cidades; a morte nos comentários; a morte nos currículos; a morte nos diplomas; a morte no luxo; a morte na ostentação; a morte no trabalho; a morte no banco de horas; a morte nos casamentos; a morte nos low cost; a morte na inconsciência de classe; a morte nas apostas; a morte nas raspadinhas; a morte nas percepções; a morte nas sondagens; a morte nas bandeiras; a morte no sexo; a morte nas aplicações; a morte no capital nuvem; a morte nos consentimentos; a morte nas operações plásticas; a morte no pudor; a morte na moral; a morte na moda; a morte nos termos e condições; a morte nas invejas; a morte na ganância; a morte no défice; a morte na dívida; a morte na austeridade; a morte no capitalismo; a morte no turismo; a morte nos jogos online; a morte da infância; a morte da juventude; a morte nas urnas de voto; a morte nas bebidas energéticas; a morte nos ginásios; a morte nas armas; a morte no amor; a morte nas ejaculações; a morte nos orgasmos fingidos; a morte nas corrupções e nos corrptores; a morte na caridade; a morte na selectiva adulação dos animais domésticos de raça; a morte no respeitinho; a morte no carinho; a morte na vingança; a morte nos objectivos; a morte nas crianças planeadas; a morte nos campos de petróleo; a morte nas baterias; a morte nas pedras preciosas, abacates, cacau, e bananas; a morte no natal e na páscoa; a morte nos carros; a morte nos aviões, a morte nos bilionários, a morte na exclusividade; a morte na competitividade; a morte nas criptos; a morte no e-comercio; a morte na primeira classe; a morte nas seguradoras; a morte nas igrejas; a morte nas mesquitas, a morte nas sinagogas, a morte nos nos templos; a morte nas ambições; a morte nos paraísos fiscais; a morte nas prisões; a morte na justiça; a morte nos drones; a morte nos cruzeiros; a morte na pobreza; a morte da poesia.
ÀS ARMAS!
Às armas povo cansado arrendado, drogado embebedado hipotecado endividado e prostituído!
ÀS ARMAS!
Paus pedras facas navalhas lâminas garrafas panelas pneus pistolas bombas paralelos pás forquilhas isqueiros fisgas fundas e livros POESIA
Ergue-te juventude! Que deverias estar a roubar o fogo dos deuses.
Eternos principezinhos de papel e lápis na mão...
OU PODES IR-TE FODER.















