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quarta-feira, 9 de junho de 2021

O RUÍDO DE MINAS GERAIS

 O CONFLITO ISRAELO-PALESTINIANO EXPLICADO:


WAR FOR TERRITORY

Unknown man
Speaks to the world
Sucking your trust
A trap in every word
War for territory
War for territory
Choice control
Behind propaganda
Poor information
To manage your anger
War for territory
War for territory
Dictators' speech
Blasting off your life
Rule to kill the urge
Dumb assholes' speech
Years of fighting
Teaching my son
To believe in that man
Racist human being
Racist ground will live
Shame and regret
Of the pride
You've once possessed
War for territory
War for territory

quarta-feira, 11 de março de 2009

GIVE PIG A CHANCE !


Parece brincadeira, mas esta coisa da gastronomia nas religiões tem muito que se lhe diga.Por exemplo, eu estou plenamente convencido de que o principal factor crítico de sucesso na implantação do Cristianismo em todo o mundo é o porco. E estou a falar no porco animal mesmo. Não estou a falar no Judas, nem no Herodes, nem no Pilatos, nem no Cristo, Deus me livre!Como toda a gente sabe, o Cristianismo é case study. Um spin-off do Judaísmo, que se tornou num dos maiores casos de sucesso de tunning religioso da história da humanidade. Mas qual será então a grande diferença entre uma religião e a outra? Porque é que é muito mais fixe ser Cristão do que ser Judeu? A razão, meus amigos, são os enchidos. E o bacon. E as plumas de porco preto. E o leitão da bairrada.O Cristianismo liberalizou o porco.O Cristianismo é a religião quase perfeita. Pode-se comer tudo e não há cá chatices como no Judaísmo e no Islamismo. O único problema é a aquela coisa de ter que comer peixe na quaresma. Perfeita, perfeita, era a religião que proibisse a corvina cozida.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

A origem da promiscuidade


Pela moralista e acusadora pena do Pastor Sam, da Igreja Ecuménica "Grande é o SAM"
O universo audiovisual é sem dúvida, fonte de idéias e saberes (inesquecíveis os programas de bricolage), mas poderá assumir inclusivamente o papel de um orientador, humano e espiritual, que nos ensina a comportar, desenvolver as nossas relações sociais e a identificar o nosso papel, activo e constructivo, dentro de sociedade regida pelos princípios da moral, dos bons constumes, da tradição e da família. Nesta perspectiva pedagógica de seminário jesuíta, vários programas, séries e filmes, assumiram um rol exactamente oposto, o de mafarrico tentador, calcando a nossa formação humana, cívica e moral, permitindo-nos tornar perfeitos párias, sedentos de vício e sem o mínimo dos valores que o 70x7 bem nos tentou incutir. Se hoje se dizem tantos palavrões, deve-se seguramente ao Zé Gato, se há tanta violência doméstica a culpa é do Duarte e Companhia, se existem tantos toxicodependentes não há dúvida que foi por terem visto demasiado Árvore dos Patafurdios. E se há tanta promiscuidade, só há um percursor: O Gelado de Limão.Acuso formalmente a série de cinema "Gelado de Limão" como sendo um dos principais percursores da promiscuidade na sociedade, pela erosão vertiginosa dos valores da moral, da família e dos penteados limpos e sem brilhantina.E não o digo por mostrarem as aventuras de 3 rapazolas - o Huey, o Bobby e o Benji- que bebiam, praguejavam, brincavam com preservativos e tinham atitudes impuras e explícitas com miuditas e/ou senhoras, e com as quais não eram casados, que mostravam as suas mamocas impunemente. Digo por mostrarem as aventuras de 3 rapazolas judeus! Aí se vê, verdadeiramente, que toda a estrutura moral que se baseia escrupulosamente na nossa tradição católica, está em amplo desmoronamento. Esta série até dá a entender que as mamocas das gaijas judias são boas e que ser judeu até pode ser porreiro. Onde é que nós vamos parar? Qualquer dia até o Eládio Clímaco é hetero! Salva-nos a RTP memória e o Villaret a declamar ‘A procissão’ a marchar em semi-transe e com os olhos prostrados no vazio.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

YOU'LL NEVER BE GOOD II


Há uns dias atrás ligou-me um gaijo amigo de um amigo meu que tinha conhecido há dois ou três meses. Queria falar comigo um "assunto muito sério". Pensei, das duas uma: ou meteu-se nas drogas e quer papel ( vai á volta que por aí não passas ) ou anda a levar no cú. Nem uma coisa nem outra.Encontrei-me com ele um dia depois do trabalho num bar. Ele chegou com um ar circunspecto e com uma conversa redonda, ou seja, a tal conversa que não tem ponta por onde se pegue.Disse-lhe:
- Epá caralhe. desembucha lá que eu tenho que ir para casa ver os Morangos com Açúcar!
Foi então que chegou onde queria:
- Quero convidar-te para integrares um grupo de reflexão ligado à Opus Dei-Tive um suor frio de imediato. É que havia algum ruído no bar e pareceu-me ouvir Opus Gay.- Opus Gay? Epá, dou-te a escolher. Queres levar com esta garrafa de cerveja nos cornos ou preferes um biqueiro na boca? - O tipo começou a rir e disse: - Calma, é Opus Dei, não é Opus Gay.-Acalmei-me um pouco mas nem por isso fiquei completamente tranquilo.- Opus Dei? Mas tu estás passado? Eu na Opus Dei? O gaijo mais bandido da minha rua na Opus Dei? O gaijo que vai à casa de banho lá do trabalho, acaba com o papel higiénico e não repõe o rolo, ou se houver pouco tira o resto pra que o proximo fique na merda? O gaijo que anda sempre a galar a colega-de-trabalho-boazona apesar de saber que ela é casada? O gaijo que se lembrou do primeiro broche quando viu a ex- gaija no altar a casar-se com o um dos seus melhores amigos? O gaijo que vai ao Dragão e insulta as mães dos árbitros mesmo sem nunca as ter visto? Eu? O gaijo que para não pagar a entrada no carnaval de Ovar diz que é veterano do Ultramar apesar de nem ter nascido ainda aquando do 25 de Abril? Eu o gaijo que não perde a oportunidade de dizer ás crianças pequenas que o pai Natal é uma mentira só pra ter o prazer de as ver chorar? Eu, o gaijo que rouba tudo o que pode na Net, música, filmes porno? O gaijo que vai ás tardes inteiras ler os livros e as revistas á livraria e depois sai sem comprar nada? Eu, o gaijo que urina nas ruas ( de preferência á porta das casas ) mesmo que haja uma casa de banho pública a 10 metros? Eu, o gaijo que só deu uma vez na vida dinheiro a uma instituição de caridade e por ser obrigado pelo tribunal ( maldita falta de urinois públicos )...
O gaijo ficou um pouco constrangido. Tinha ideia que eu era um tipo muito certinho e com um fundo de bom católico. - Bom católico? Fiz a primeira comunhão obrigado. Coagido pela minha mãe que me ameaçou que não me comprava uma BMX.- Pois – dizia o tipo – tinha outra ideia. -Mas não queres pelos menos ler uns livros de Monsenhor D. Javier Echevarria?- Livros? Epá, eu estou de quarentena aos livros. Li na semana passada o último do Lobo Antunes e até com febre fiquei. O médico recomendou-me que nos próximos anos não lesse mais do que o Miguel Sousa Tavares na Bola, o Jogo ( penúltima página sobretudo ) e as crónicas eróticas da Margarida Rebelo Pinto da Maxmen. O tipo não desarmava.- Mas devias pensar melhor. - Não quero pertencer a essas cênas. Ainda me vão querer convencer que apareceu a Virgem na Cova de Iria em cima de um chaparro. Não estou para isso. Além disso tenho este corpinho carregado de pecados até aos ossos. Se a Igreja soubesse fazia o mesmo que o Fisco fez ao José Veiga. Ia lá a casa e arrestava-me os sofás, as cadeiras e o portátil para remissão dos pecados.E assim ficou. A Opus Dei respirou de alívio. A minha entrada seria o conspurcar da sua missão divina cá na terra. A minha vida está voltada para outras coisas. Trabalhar para ter uns euritos para ir à bola,viajar, comer umas sandes de coiratos e/ou torrêsmos e beber umas cubas libres no DP, e dar umas valentes berlaitadas!
Ainda iam começar a dizer que eu tinha de julgar moralmente as mulheres que fazem um aborto. Nem pó. Não estou para isso!!