quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Falar-Te de nada

Tu, que eu não vejo nunca,

Quem és tu agora?

Onde vais quando ficas em silêncio?

Se soubesses, 

Como eu gostaria,

De te falar assim, por nada,

Assim, duas ou três palavras 

Trocadas baixinho,

Falar-te, assim, por nada...

Falar-te, assim, por nada...

Falar-te, assim, por nada...

Que és tu agora?

Quem és tu agora?

Para onde vais?

Falarmos de dias felizes, que já não esperamos muito,

De certezas, de que já não precisamos;

De dúvidas, que já não afligem muito,

Falarmos das nossas errâncias até à aurora do tempo perdido.

Não vamos envelhecer juntos,

Nem sequer nos vermos mais.

Mas quando eu partir em cinzas

Um punhado de mim será só tu.

Será teu.

Se soubesses, 

como eu gostaria,

De te falar assim, por nada,

Assim, duas ou três palavras 

Trocadas baixinho 

Falar-te, assim, por nada...

Falar-te, assim, por nada...

Falar-te, assim, por nada...

Falar-te, assim, por nada...

Falar-te, assim, por nada...

Falar-te, assim, por nada...

Falar-te, assim, por nada...

Falar-te, assim, por nada...

Falar-te, assim, por nada...

Falar-te, assim, por nada...

Falar-te, assim, por nada...

Falar-te, assim, por nada...



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