terça-feira, 22 de setembro de 2026

domingo, 20 de setembro de 2026

 Quem acredita em absurdidades, acaba por cometer atrocidades.













Janeiro 2024

Tinta acrílica.

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Where the Wild Roses Grow

 Ofereci-Te isto há 30 anos. Continua a ser um dos meus álbuns preferidos.

Muitas vezes sonhei matar-te, para Te ter só para mim. 

E foi o que fiz. Estas sepultada onde as rosas bravas crescem.

Longe de todos. 

Eu também, longe.





quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Terra de Node

 A religião falhou na sua única missão, que seria acabar com as fronteiras, as raças, as étnias. Todos seríamos iguais.

DEUS MORREU POR DINHEIRO.

DEUS MORREU POR ESCRAVOS.

Deus é sujo. Deus é corrupto e odeia os pobres. E os pobres seguem o seu deus e odeiam-se a si mesmos.

A república também e a democracia morreram.

Com eles os homens e as mulheres e seus filhos não desejados, trocados aos fins de semanas em parkings de supermercados entre cônjuges e advogados, 

filhos caros demais para as vaidades mímicas. Fáceis de comprar, iludir e chantagear.

Principezinhos feitos à imagem dos pais.

O deus feito a imagem do homem morreu.

Assassinado como Abel. A dádiva perfeita é a dádiva de sangue.

Há oito mil milhões de pretendentes ao trono.

Já não é preciso fazer milagres. 

Um número de IBAN chega na terra de Node.



domingo, 13 de setembro de 2026

Demonon vrosis est


 Já não somos mais do que alimento para os demónios. 
Os donos do mundo, os donos da nuvem, da informação, do algoritmo e do deus-dinheiro.

Servos. 

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Conversas em família

 Como resolver o problema do preço da gasosa:

-Tum tum tum teste microfone, 1, 2, 1, 2...

-ok!

-TIRA A PUTA DA CABEÇA DO CÚ E COMPRA UM CARRO ELÉCTRICO. 

SÓ ASSIM É QUE TE LIVRAS DOS TARADOS DOS AMERICANOS E DESSES MISERÁVEIS DO DESERTO!!!

Disse.

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

terça-feira, 8 de setembro de 2026

Eleições na Alemanha

 O povo Alemão sofre do mesmo problema dos outros povos : percebeu e sabe que é um povo de merda. Como os outros povos europeus, para não dizer do mundo. 

Querem acreditar que são especiais; querem que lhes digam que são especiais. Mas não são. Nunca serão.

Rompeu-se o contrato social em nome do deus-dinheiro e o resultado está à vista. 

O povo alemão ainda tem outro problema, este, já bem antigo: ele sabe que ninguém gosta deles. E não é que tenham feito muito para reverter esse sentimento...

<< menos Hitler e mais Bismarck>> diz o doutorado em marketing Ulrich Siegmund. 

Ou seja, mais um bocado de um bêbado, belicoso, colérico, racista, ignorante e intolerante que de um abstémio belicoso, colérico, racista, ignorante e intolerante.

Agora que a extrema direita está a crescer graças aos votos do seu patético povo de tarados, também os deixam ( os outros povos patéticos e tarados ) que eles se voltem a encher de armas ( como medo dos patéticos e tarados Russos).

Em 50 anos de vida, nunca vi uma ideia tão brilhante.





segunda-feira, 7 de setembro de 2026

O Captain! My Captain!!!

Resolvi fazer uma homenagem, do melhor que sabia e podia, a um dos filmes da minha vida: O " Clube dos poetas mortos" com o saudoso Robin Williams.

Eu tinha acabado de me apaixonar perdidamente por e pela a poesia, quando vi o filme no clube de cinema da Escola C+S Fernando Pessoa, que hoje tem o meu aspecto, amanhã, o meu futuro. Estavamos, talvez, em 91 ou 92.

Pareceu-me mais do que uma coincidência; era um acto divino do universo!

A mais bela mulher do mundo estava sentada atrás de mim, aos beijos a alguém que tinha tudo o que eu não tinha ( como eu te entendo NUWANDA). 

Já estava a estudar a minha saída, quando resolvi ficar. Estoicamente impotente e o coração pesado como uma bigorna, vi o filme que me ajudou a fugir dali e fui para muito, muito longe.

Fui todos os personagens do clube dos poetas mortos e mais um (aquele que só eu saberia interpretar). Ninguém naquela sala compreendeu tão bem o Neil Perry como eu. 

Uns anos mais tarde eu estava na sua pele inteiramente, e quando digo isto, digo, exactamente a mesma situação. Muito estranho...como se eu voluntariamente e ao mesmo tempo inconscientemente quisesse seguir o Neil . Optei pela autodestruição em vez do suicídio. Uma longa via dolorosa de e por paixões, entre fantasmas, mortos-vivos mentiras e dor.

Saltar os muros do paraíso, é só para os que se atrevem a não ter nada a perder. É uma liberdade com sabor amargo.

A poesia, essa, ficou até hoje. E posso grantir que me salvou muitas vezes de mim mesmo e dos demais.

Pintei o Neil 

Tinta acrílica sobre papel. 2025



sexta-feira, 4 de setembro de 2026

L' AMOUR FOU

 Todas as paixões insubstituíveis deixam uma cicatriz, que um dia foram uma ferida.

A maior parte das vezes, os golpes são infligidos logo na infância.

Às vezes a ferida não fecha. Infecta e gangrena.

É quando temos de amputar um pedaço de nós. 

Passámos a usar próteses, para ao menos, tentar, substituir o insubstituível. 

A sobrevivência e a mendicidade passam a ser a vida inteira. 

Mas não há nada pior que ter de aceitar a caridade dos outros, porque ninguém faz caridade sem pedir um recibo.

Não existem boas próteses para uma alma mutilada.

Por isso, é melhor sobreviver sem elas. Procurar a força, só na fragilidade.

Mas será sempre uma sobrevivência.

-Não, não volta a crescer. És estúpido ou quê???

Vá, enterra-te no desporto, no trabalho, no dinheiro, na religião, na droga, na política, nas compras, no carro, na vaidade, nas seitas, na família, na pornografia, na meditação, no voluntariado, na jardinagem, num grupo de ódio, na cozinha. Foge do sexo, muda de sexo, de país, de cor ou de nacionalidade. Escolhe uma filosofia de vida ou segue um palhaço qualquer na internet. Finge que és um cão ou um gato, compra langerie ou brinquedos sexuais, ou adere à libertinagem ou ao celibato militante. Quer batas, sofoques, te venhas dentro ou para cima, amarres, lambas ou sodomizes o teu parceiro, não vai crescer uma paixão insubstituível. Não vai crescer.

Vais acordar todos os dias e ver um coto.

E há sempre um cabrão, com cara de amigo, que quer ser o teu dono.

Ser humano é isso.



quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Falar-Te de nada

Tu, que eu não vejo nunca,

Quem és tu agora?

Onde vais quando ficas em silêncio?

Se soubesses, 

Como eu gostaria,

De te falar assim, por nada,

Assim, duas ou três palavras 

Trocadas baixinho,

Falar-te, assim, por nada...

Falar-te, assim, por nada...

Falar-te, assim, por nada...

Que és tu agora?

Quem és tu agora?

Para onde vais?

Falarmos de dias felizes, que já não esperamos muito,

De certezas, de que já não precisamos;

De dúvidas, que já não afligem muito,

Falarmos das nossas errâncias até à aurora do tempo perdido.

Não vamos envelhecer juntos,

Nem sequer nos vermos mais.

Mas quando eu partir em cinzas

Um punhado de mim será só tu.

Será teu.

Se soubesses, 

como eu gostaria,

De te falar assim, por nada,

Assim, duas ou três palavras 

Trocadas baixinho 

Falar-te, assim, por nada...

Falar-te, assim, por nada...

Falar-te, assim, por nada...

Falar-te, assim, por nada...

Falar-te, assim, por nada...

Falar-te, assim, por nada...

Falar-te, assim, por nada...

Falar-te, assim, por nada...

Falar-te, assim, por nada...

Falar-te, assim, por nada...

Falar-te, assim, por nada...

Falar-te, assim, por nada...

Sam



terça-feira, 1 de setembro de 2026

phileo sophia

 Até que um dia, parei, onde sabia que nunca me irias encontrar, e fiquei à tua espera.


segunda-feira, 31 de agosto de 2026

AGOSTO


Minha querida,
A palavra mais gentil e afável que eu posso dizer, é que sobrevivi.
Por enquanto...


sábado, 29 de agosto de 2026

AOS PRÍNCIPES

A morte na água; a morte na terra; a morte no telefone inteligente; a morte na floresta; a morte na indústria; a morte no crescimento económico; a morte no pib; a morte nos cancelamentos; a morte no fascismo americano; a morte no fascismo de franchising europeu; a morte nos fármacos; a morte no culto da juventude; a morte na moda; a morte na produtividade; a morte nos banqueiros; a morte nos salários; a morte nas fronteiras; a morte do imigrante; a morte nos campos de refugiados; a morte na inteligência artificial; a morte no soldado; a morte na polícia; a morte nos hospitais privados; a morte na escola privada; a morte na creche privada; a morte na política; a morte do Tom; a morte do Jerry; a morte do jornalismo; a morte nos patriotismos; a morte nos nacionalismos; a morte na religião; a morte nos autoritarismos; a morte das estações; a morte nas lives; a morte nas redes sociais; a morte na selfie filtrada; a morte na vaidade; a morte nos orgulhos sexuais e étnicos; a morte nos cafés; a morte na hipoteca; a morte nas rendas; a morte dos bairros populares; a morte do centro das vilas e cidades; a morte nos comentários; a morte nos currículos; a morte nos diplomas; a morte no luxo; a morte na ostentação; a morte no trabalho; a morte no banco de horas; a morte nos casamentos; a morte nos low cost; a morte na inconsciência de classe; a morte nas apostas; a morte nas raspadinhas; a morte nas percepções; a morte nas sondagens; a morte nas bandeiras; a morte no sexo; a morte nas aplicações; a morte no capital nuvem; a morte nos consentimentos; a morte nas operações plásticas; a morte no pudor; a morte na moral; a morte na moda; a morte nos termos e condições; a morte nas invejas; a morte na ganância; a morte no défice; a morte na dívida; a morte na austeridade; a morte no capitalismo; a morte no turismo; a morte nos jogos online; a morte da infância; a morte da juventude; a morte nas urnas de voto; a morte nas bebidas energéticas; a morte nos ginásios; a morte nas armas; a morte no amor; a morte nas ejaculações; a morte nos orgasmos fingidos; a morte nas corrupções e nos corrptores; a morte na caridade; a morte na selectiva adulação dos animais domésticos de raça; a morte no respeitinho; a morte no carinho; a morte na vingança; a morte nos objectivos; a morte nas crianças planeadas; a morte nos campos de petróleo; a morte nas baterias; a morte nas pedras preciosas, abacates, cacau,  e bananas; a morte no natal e na páscoa; a morte nos carros; a morte nos aviões, a morte nos bilionários, a morte na exclusividade; a morte na competitividade; a morte nas criptos; a morte no e-comercio; a morte na primeira classe; a morte nas seguradoras; a morte nas igrejas; a morte nas mesquitas, a morte nas sinagogas, a morte nos nos templos; a morte nas ambições; a morte nos paraísos fiscais; a morte nas prisões; a morte na justiça; a morte nos drones; a morte nos cruzeiros; a morte na pobreza; a morte da poesia. 

ÀS ARMAS!

Às armas povo cansado arrendado, drogado embebedado hipotecado endividado e prostituído!

ÀS ARMAS!

Paus pedras facas navalhas lâminas garrafas panelas pneus pistolas bombas paralelos pás forquilhas isqueiros fisgas fundas e livros POESIA

Ergue-te juventude! Que deverias estar a roubar o fogo dos deuses.

Eternos principezinhos de papel e lápis na mão...

OU PODES IR-TE FODER.

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

NEPAL

Lamentávelmente não foi na Suíça, onde fazem referendos xenófobos e racistas para limitar a população a 10 milhões ( referendo que quase-quase ganha ( não ganhou por causa do perigo para a economia). Que diriam os mercados?

Com sorte morriam uns 300 mil. É um bom número, eu acho.

Pena não se fazerem referendos para provovar catástrofes naturais.

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

L' amour! Bonne chance...

 Um vendaval no convés do Vendaval.

Numa noite sem brisa. Eu só via o teu semblante e tu só as estrelas do céu.

Morremos cem vezes numa noite no Vendaval.

Renascidos, só nos tínhamos a nós mesmos.

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Um dia da vida

 Hordas de pândegos e de bacãs ostentando tatuagens de bestialidades idiotas. Hordas de stressados, ansiosos e obcecados pelo inferno dos outros, sempre pior que o deles. Todos abonados em redes onde destilam a sua vaidade, cupidez,  ódio, solidão, ignorância,xenofobia, ganância, misoginia, homofobia ou orgulhos etnicos-masturbatórios e religiosos. Acabam todos a dissolver a dor com um droga qualquer cozinhada num laboratório ou de numa cozinha qualquer, assistindo a um porno onde se estrangula e sodomiza uma miúda com consentimento.

Os lábios das pessoas mexem-se mas eu já não consigo ouvir o que dizem.

-Desenhem-me um carneirinho...

O meu mijo é da cor da Coca-Cola que bebi.

Será um truque de marketing?

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

 Nasci prematuro. Mas foi a única vez na minha vida que estive à frente dos outros.

Nunca gostei de corridas...nem de sandálias.


sábado, 22 de agosto de 2026

 


Naufraguei bem mais morto que vivo.

E do meu barco retirei todos os cadáveres da minha vida. Muitos estão vivos. Enterrei-os vivos assim mesmo e nem um queixume ouvi - chorei muito por isso - não por eles, não mais por eles.

Fiz um cemitério; é o meu jardim.

Nem rezas, nem choro nem terra sagrada. Uma vala comum. Um buraco onde mijei depois de cobrir de terra perfumada.

O meu barco repousa na praia, todo ele farrapos.

Só preciso que ele volte a flutuar. 

A viagem já não será grande e não tenho grandes víveres porque a ilha é seca e a pouca água que há já sabe a carne potrefacta.

Vou voltar ao mar, que afinal é a minha casa. Um deserto de areia líquida e salgada.

Depois, bem mais morto que vivo, acendo uma fogueira que ninguém verá.

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

TRINTA

 Foi a noite em que o desejo desfraldou as velas dos nossos corpos e nos fizemos ao mar. Fantasmas e esperança.

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

ECLIPSADO

Eu vou olhar para o sol directamente.

Que se foda se ficar cego.

À merda que eu vejo todos dias....

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

À NOITE

 Dias que não passam de sombras das noites e silêncios que ressoam na alma como um grito; quando as pálpebras mareadas de água salgada, já não têm a força das tempestades; quando, levado pelas ondas das marés, já não vejo o abrigo das margens. 

Amores que nasceram em estações erradas; quando a primavera demorou a abrir seus brotos com luas sempre cheias que já não me sorriem. Jogar xadrez quando a rainha se perdeu.

Como tudo é escuro; como te dizer que tudo é escuro? Como tenho medo e como tenho frio. Como te dizer? Como te dizer, diz-me, como te dizer?

As minhas certezas que não passam de sombras da dúvida. O bem que faz mal quando o mal nos enfeitiça; quando, no coração da íris, chega o tempo das monções que vem afogar o trigo pouco antes da colheita.

Nos descaminhos do tempo, sei que te perdi e tu disses-te cem vezes que não voltarias, para eu te deixar ir.

Então posso partir como um lobo solitário, que, ferido, vai morrer aninhado a uma faia. 

Eu queria que esse ser fosse tu. Queria, contigo, ser outro além de mim e no fundo do teu ventre, fazer a terra mais bela. Esquecer quem sou e fechar as pálpebras num último suspiro.

Como tudo é escuro; como te dizer que tudo é escuro? Como tenho medo e como tenho frio. Como te dizer? Como te dizer, diz-me, como te dizer?

 Quando se está tão só que até a solidão parece uma amiga de quem não se pode abdicar. Aquela que... esteve sempre aqui, desde o primeiro suspiro.

Quando já não me lembro que um dia soube rir; quando a dor escolheu minha alma como seu império. Quando todos os angustiados e vencidos do mundo escolheram o meu coração para chorar. 

Como tudo é escuro; como te dizer que tudo é escuro? Como tenho medo e como tenho frio. Como te dizer? Como te dizer, diz-me, como te dizer?

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

5

Quando eu sair, prometo-te que vou fechar a porta e trancá-la.

Como tu gostas.

domingo, 2 de agosto de 2026

AQUILO

 O grande drama, nunca foi e nunca será, não ter conseguido o que se compra com o dinheiro; é não ter conseguido aquilo que não custa dinheiro nenhum.
Num Mundo onde tudo tem um preço e nada tem valor.

terça-feira, 19 de maio de 2026

ISTO

Há dias em que isto vai e há dias em que isto não vai.

Mas sou obrigado a viver os dias todos, até ao fim.