segunda-feira, 7 de setembro de 2026

O Captain! My Captain!!!

Resolvi fazer uma homenagem, do melhor que sabia e podia, a um dos filmes da minha vida: O " Clube dos poetas mortos" com o saudoso Robin Williams.

Eu tinha acabado de me apaixonar perdidamente por e pela a poesia, quando vi o filme no clube de cinema da Escola C+S Fernando Pessoa, que hoje tem o meu aspecto, amanhã, o meu futuro. Estavamos, talvez, em 91 ou 92.

Pareceu-me mais do que uma coincidência; era um acto divino do universo!

A mais bela mulher do mundo estava sentada atrás de mim, aos beijos a alguém que tinha tudo o que eu não tinha ( como eu te entendo NUWANDA). 

Já estava a estudar a minha saída, quando resolvi ficar. Estoicamente impotente e o coração pesado como uma bigorna, vi o filme que me ajudou a fugir dali e fui para muito, muito longe.

Fui todos os personagens do clube dos poetas mortos e mais um (aquele que só eu saberia interpretar). Ninguém naquela sala compreendeu tão bem o Neil Perry como eu. 

Uns anos mais tarde eu estava na sua pele inteiramente, e quando digo isto, digo, exactamente a mesma situação. Muito estranho...como se eu voluntariamente e ao mesmo tempo inconscientemente quisesse seguir o Neil . Optei pela autodestruição em vez do suicídio. Uma longa via dolorosa de e por paixões, entre fantasmas, mortos-vivos mentiras e dor.

Saltar os muros do paraíso, é só para os que se atrevem a não ter nada a perder. É uma liberdade com sabor amargo.

A poesia, essa, ficou até hoje. E posso grantir que me salvou muitas vezes de mim mesmo e dos demais.

Pintei o Neil 

Tinta acrílica sobre papel. 2025



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