Vejo nos noticiários todas estas greves dos estudantes franceses, que com razão, estão zangados e revoltados. Pegam fogo aos seus liceus e escolas.
Faz-me lembrar um conto, talvez, ou uma situação num romance de Victor Hugo que eu li há muito tempo - daí eu não me recordar, se conto ou romance -que conta que durante uma revolução popular, o revolucionário entra numa biblioteca para lhe pegar fogo e encontra o bibliotecário que, aflito, pergunta-lhe porque é que ele quer destruir um templo de sabedoria. O revolucionário responde-lhe indiferente "eu não sei ler".
Chegaram a um ponto, que os filhos dos pobres, já não vêm a escola como um templo da sabedoria e educação, mas simplesmente um local de instrução para as profissões que farão deles intrumentos de enriquecimento de outros.
E já nem sabem se essas profissões vão existir quando eles sairem do "campo de instrução"